sábado, 20 de junho de 2015

Exploração de Plataformas e Ambientes para Design da aprendizagem - #avampel e #mpel8

Objetivos e/ou Competências:

  • pesquisar e explorar um conjunto de ferramentas que permitam o design pedagógico de Ambientes Virtuais e o conhecimento de ambientes emergentes diversos;
  • seleção/decisão fundamentada sobre o Ambiente para a ação de formação PPeL

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Recursos Educacionais Abertos: Desafios e Potencialidades no Ensino Online

Resumo: Este Trabalho é resultado da pesquisa bibliográfica solicitada na disciplina Materiais e Recursos para Elearning cujo tema é Recursos Educacionais Abertos: Desafios e Potencialidades no Ensino Online e tem como objetivo abordar o uso dos recursos educacionais abertos para o ensino online e seu processo de criação, adaptação, uso e compartilhamento entre educadores e educandos. Ele também objetiva mostrar que o uso do REA no ensino online promove a educação aberta, incentiva práticas de colaboração e compartilhamento, facilita o acesso ao conhecimento e incentiva os professores e estudantes a serem coautores na produção de materiais para fins educacionais. Propõe-se a refletir sobre o uso de tecnologias digitais no ensino, na utilização de recursos abertos como maneira de fazer reeducar nossas posturas mediante o direito autoral vigente.

Palavras-chave: Recursos Educacionais Abertos. Educação Aberta. Tecnologia de Informação e Comunicação. Creative Commons.

Introdução
Com tantas tecnologias digitais inseridas em nossas relações sociais, muitos poderiam presumir que pactuamos a era tecnológica. Mas a era que, na verdade, presenciamos é a da informação, alimentada, sobretudo, pela evolução de tecnologias vinculadas a redes como a internet. Ora, o acesso a documentos como textos, imagens, vídeos e etc. tornaram-se, simplesmente, mais fáceis. E essas possibilidades de acesso aos poucos foram contornando o agir das pessoas em sociedade, conforme Kenski (2003, p. 21): A evolução tecnológica não se restringe apenas aos novos usos de determinados equipamentos e produtos. Ela altera comportamentos. A ampliação e banalização do uso de determinada tecnologia impõem-se à cultura existente e transformam não apenas o comportamento individual, mas o de todo o grupo social.

Por meio da internet as pessoas estão compartilhando o conhecimento que ficava restrito a um pequeno grupo de pessoas. “Desde a revolução de Gutenberg, com a invenção da imprensa escrita, a humanidade não apresentava algo tão original como a internet para o rompimento do paradigma cultural efetivado pelo modernismo” (DIMANTAS, 2010, p. 41). Com a utilização dessa mídia o poder da voz está cada vez mais descentralizado. O maior potencial de transformação da rede está em conectar pessoas, colocando-as diante de um modo de produção colaborativo. Nesse sentido, “a aceleração do crescimento da educação, em geral, está tornando cada vez mais indistintos os limites entre disciplinas, instituições e locais geográficos” (LITTO, 2009a, p.15).

Recursos Educacionais Abertos: princípios e desafios
REA são “materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou que estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Recursos Educacionais Abertos podem incluir cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, software e qualquer outra ferramenta, material ou técnica que possa apoiar o acesso ao conhecimento” (UNESCO/COL, 20111).

Os Recursos Educacionais Abertos (REA) surgem como proposta para uma nova configuração de ensino e aprendizagem promovendo a Educação Aberta por meio do acesso ao ensino pelas mídias digitais e do uso dos novos recursos tecnológicos que buscam levar a aprendizagem aonde à escola tradicional não consegue chegar. Para entender melhor como funciona a produção dos REA, vale a pena pensar em todo um “ciclo de vida” para o recurso educacional. Na perspetiva de um professor, começa com uma tarefa que faz parte do cotidiano: o desejo ou a necessidade de aprender ou ensinar algo.

O REA se encaixa muito bem no ensino online, pois leva o professor e o aluno a um processo de engajamento coletivo por meio do uso e adaptação dos recursos criados por outros e do compartilhamento desse material de forma aberta para que todos tenham acesso e sejam beneficiados. Este processo fomenta o trabalho coletivo e a troca de experiência entre professores e alunos, levando a uma construção coletiva do conhecimento através da cultura do compartilhamento e do ciclo de produção de recursos educacionais abertos.

Santos (2012) define a Educação Aberta como um conjunto de práticas educativas que visa facilitar o acesso à educação formal e informal, presencial ou a distância, sendo utilizada em contextos variados, inclusive na utilização dos REA como uma forma de se fazer Educação Aberta. Entre a série de aspectos que a caracterizam é importante enfatizar as práticas pedagógicas centradas no aluno, a flexibilidade que o estudante tem em decidir o local onde deseja estudar, o uso de materiais educacionais criados por estudantes, o acesso a repositórios de pesquisas científicas, o uso de softwares de código aberto para fins educacionais e o uso de REA, tanto na educação formal quanto na informal.

Ensino Online e suas potencialidades
O aprender no contexto virtual, compreendido aqui como uma aprendizagem lato sensu, é visto como uma novidade que tem trazido questões que requerem novos planeamentos. O sujeito ao utilizar as tecnologias digitais e a rede tem sido desafiado a trabalhar em equipa, interagir, cooperar; ser criativo; fatores estes, constituintes do mundo atual, este processo pode ser compreendido como aprendizagem lato sensu.

O uso das tecnologias implica em criar outras formas de interação e outras possibilidades de aprender. Estas características referidas favorecem um modelo pedagógico no qual o desenvolvimento de processos de aprendizagem é orientado para a construção de conhecimentos. Assim, um processo de ensino-aprendizagem que promove interatividades multidirecionais, possibilita novas formas de comunicação e interação através do ciberespaço. O Ensino Online é uma modalidade de educação aberta, crescente juntamente com a web.
O Ensino Online, operando de forma bidirecional, multidirecional favorece à interatividade, apresentando-se com uma proposta coerente aos dias de hoje. Silva (2010, p. 11) refere:
 [...] a modalidade online conecta professores e alunos nos tempos síncrono a assíncrono, dispensa o espaço físico, favorece a convergência de mídias e contempla bidirecionalidade, multidirecionalidade, estar-junto “virtual” em rede e colaboração todos-todos. Enquanto a modalidade “a distância” é operada por meios de transmissão em sua natureza, a modalidade online lança mão das disposições favoráveis à interatividade cada vez mais presentes e em sintonia com a evolução da web na direção dos ambientes de comunicação e colaboração.

Desafios dos REAs no Ensino Online
Os REA, por serem de domínio público, proporcionam não só a sua utilização, mas o aprimoramento, a recombinação e sua redistribuição como fonte de conhecimento, pesquisa e material didático, gerando um contexto contemporâneo no âmbito da educação mediada. O princípio do livre acesso gera o desafio de não só compartilhar informações e materiais didáticos (recursos e tarefas de estudo), mas visa, também, à construção desses materiais pelos professores através do processo de produção colaborativa. A prática de abertura, que permeia o movimento dos REA, potencializa a expansão do ensino e a democratização das ações pedagógicas, uma vez que permite o desenvolvimento de novos recursos, a adaptação dos materiais já produzidos e o seu compartilhamento com a comunidade.
Desenvolver atividades colaborativas em ambientes virtuais de aprendizagem pressupõe a participação de todas as pessoas envolvidas no processo. Alunos e professores se articulam permanentemente e se tornam atores ativos na medida em que compartilham suas experiências, pesquisas e descobertas.
O convívio intenso do grupo formado – que possuem perspetivas diferenciadas sobre um mesmo assunto – e a necessidade permanente de emitir e justificar suas opiniões permitem a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento do pensamento crítico, da reflexão e da aprendizagem transformadora. Os participantes aprendem em colaboração. Dessa maneira, todos contribuem para a aprendizagem dos demais e utilizam os meios digitais como apoio para novas aprendizagens e trocas de informações.
A atuação conjunta e coordenada, voltada para a superação dos mesmos desafios de aprendizagem, viabiliza a construção da “inteligência coletiva”, conforme apresenta Pierre Lévy (1999), que é muito mais do que a soma das contribuições individuais. É um conhecimento grupal, construído e compartilhado por todos os participantes.
No processo de ensino-aprendizagem desencadeado segundo esse modelo o professor tem papel importante. É ele o mediador da aprendizagem, aquele que instiga, provoca e lança desafios. É ele também quem planeja todo o processo, oferecendo condições para que as atividades educacionais sejam desafiadoras e interessantes, de acordo com o nível e o perfil dos aprendentes. Para isso, a formação desse profissional deve lhe garantir condições para estar preparado para o novo, para lidar com as diferenças, para a imprevisibilidade de um ambiente em que os alunos trazem¸ frequentemente, novos assuntos e novas propostas de discussões.

Potencialidades dos REAs no Ensino Online
Os Recursos Educativos Abertos (REA) têm sido utilizados um pouco por todo o mundo, e nos últimos anos com grande destaque no ensino online, no sentido de abrir o conhecimento a todos que dele necessitam e, muitas vezes, desenvolvendo-se num objetivo de nivelador social.
A sua produção assume-se como um procedimento normal por parte dos docentes visando envolver também os alunos, de forma a transformar uma determinada realidade do processo de ensino-aprendizagem numa outra com o objetivo da inclusão.

A utilização dos REAs fornece aos atores educativos a possibilidade de adaptação desses objetos aos mais diversos contextos conforme os níveis, estilos e necessidades específicas dos alunos. A adoção dos REA, intimamente associada e decorrente do Movimento do Acesso Aberto (AA), no processo de ensino-aprendizagem permite estabelecer uma metodologia diferente, inovadora e tecnologicamente atual, potenciadora do uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC).
Os REAs parece propicia para o ensino online, provoca práticas, exploração de recursos e novos designs de ambientes, criando configurações diversas que atendam as estratégias pedagógicas que são requeridas pelos sujeitos em suas necessidades de formação. Nesse sentido, o planeamento não é fechado, nem previsível.
Os estudantes de cursos online podem pesquisar soluções para as situações concretas, desenvolver propostas, trazer experiências que poderão ser valorizadas em diversas situações. O ensino online é construído no próprio processo, no envolvimento dos participantes que vão se auto-organizando e organizando seus conhecimentos e interesses comuns, estabelecendo objetivos de aprendizagem. Possui uma estrutura mais flexível, se comparada com cursos tradicionais na modalidade a distância.
O Ensino online propicia aulas dinâmicas, relacionando-as com materiais didáticos através do uso de vários tipos de materiais, tais como textos, vídeos e animações, aliados a atividades, exercícios realizados em ferramentas que possibilitem interatividades e colaborações entre os participantes, tais como os fóruns e os wikis. Tudo isto pode ser possibilitado pelo uso dos REAs, mas atendendo sempre os critérios de licenciamento para reutilização, recriação e adaptação em diferentes contextos. 

A (re)criação de REA é livre, ou seja, não necessita da permissão do detentor dos direitos autorais. Conforme o portal Educação Aberta (disponível em http://educacaoaberta.org/rea/), "recursos podem ser considerados 'abertos' com base em dois princípios:
1) Abertura legal, com o uso de licenças mais permissivas (como Creative Commons)
2) Abertura técnica, através de formatos e protocolos abertos ou especificados abertamente."

Os termos de licença representados pelos símbolos “C” e “CC”. O copyright (“C”) é um termo mundialmente conhecido, que significa “all rights reserved”, ou seja, “todos os direitos reservados” (STEVÃO et al, 2012, p.8). Todavia, de acordo com o mesmo autor, o termo “CC” permite copiar, distribuir, exibir e executar uma obra, reservando, é claro, os créditos ao autor original. As licenças precisam estar adequadas à legislação de cada país. Por isso, o Creative Commons (http://www.creativecommons.org.br) detalha cada uma das licenças possíveis para o compartilhamento das obras.

Os REA promovem o desenvolvimento de competências digitais e a utilização da Internet impõe--se como recurso de excelência e ferramenta educativa. Não há dúvidas de que esta netgeneration gosta de utilizar REA em situação de aula principalmente quando se fala de ensino online e gosta de aprender a criar REA em diferentes formatos.

Os REA vieram, pois, estimular um maior empenho, motivação e interesse, tanto no ato de ensinar como no ato de aprender, por professores e alunos, que alteraram a sua forma de aprender estando mais interessados no processo de aprendizagem, desenvolvendo a sua curiosidade em pesquisar e aprender mais e, finalmente, a estarem mais atentos e motivados. Os REA vieram transformar os alunos em agentes ativos; o aluno deixa de ser considerado como um receptor passivo passando a ativo enquanto também se rompe com conceitualizações tradicionalistas do ensino, baseadas na figura do professor, enquanto detentor do conhecimento.


Conclusão
Sabendo que um dos suportes utilizados para a construção do conhecimento no ensino online são os recursos educativos abertos, é fundamental compreender os fatores motivacionais, quer por parte da instituição quer por parte dos estudantes. Como tal, a temática dos Recursos Educativos Digitais ou Recursos Educativos Abertos continua a ser objeto de investigação, nomeadamente, no desenvolvimento de padrões gerais (standards) que visam a sensibilização para a qualidade. Isto viabiliza uma melhor disseminação fazendo com que os estudantes se sintam livres, motivados para a sua utilização e sintam mais segurança na qualidade dos conteúdos digitais a que recorrem.

A rapidez de decisão sobre o método de utilização, a preferência pelas interações utilizador-utilizador ou utilizador-máquina estão dependentes das caraterísticas, motivações e emoções de quem acede a este hiperespaço virtual. O aspeto espacial do Virtual permite ao utilizador o acesso a informação e material que de outra forma não lhe estariam facilitados tanto por condicionamentos geográficos como de limitações de mobilidade física. A interação pela navegabilidade pode representar uma razão para que qualquer ato de aprendizagem assuma uma dinâmica que nem sempre os formatos mais tradicionais oferecem. Os REAs poderá facilitar o ensino online, este poderá ter acesso a qualquer tipo de informação dependendo da licença poderá estar livre para dar o rumo que queira agora tem que ter muita responsabilidade, ética e respeito pelo trabalho dos outros e primar sempre pela qualidade e veridicidade da informação.

Bibliografia
Dimantas, H. Linkania: uma teoria de redes. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2010.

 Kenski, V. M. (2003). Tecnologias e ensino presencial e a distância.Campinas: Papirus.

Mallmann, Elena Maria. Mediação Pedagógica em Educação a Distância: cartografia da performance docente no processo de elaboração de materiais didáticos. 2008. 304 p. Tese de Doutorado em Educação. Universidade Federal de Santa Catarina: Florianópolis, SC, 2008.

Lévy, P. (1999). Cibercultura. São Paulo, SP: Ed. 34.

Litto, F. M. O atual cenário internacional da EAD. In: LITTO, F. M.; FORMIGA, M. M. M. (orgs.). Educação a distância: o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009a, cap. 3, p.14-20.

Santos, Andreia Inamorato dos. Educação aberta: histórico, práticas e o contexto dos recursos educacionais abertos. In: SANTANA, Bianca; ROSSINI, Carolina; PRETTO, Nelson de Lucca. Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas políticas públicas. São Paulo: Casa da Cultura Digital. 2012, pp. 71 – 89.


Silva, M.; PESCE, L.; ZUIN, A. (orgs.). Educação Online: cenário, formação e questão didático metodológicas. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2010.

Reflexão acerca a produção/desenvolvimento do REA: Recursos Educacionais Abertos: Desafios e Potencialidades no Ensino Online

Diário de produção
Este diário de produção trata-se do trabalho final solicitado na disciplina de Materiais e Recursos para Elearning.

O primeiro passo do trabalho iniciou-se com a escolha do tema: para escolher o tema tive que vasculhar os vários assuntos abordados nesta unidade curricular a partir destes tentar construir um tema dinâmico e atual. Não foi muito fácil preparar um tema visto que todos os assuntos abordados nesta unidade curricular são bastante atuais e inovadores e imperativo para a conjuntura atual. Depois de ter decidido sobre o tema estive a refletir qual ferramenta digital disponibilizar o meu REA e que pudesse ser de utilidade pública (comentada e utilizada futuramente para quem despertasse algum interesse). Primeiramente estava a optar para o Wiki mas como a experiencia que tive com este ferramenta pareceu – me pouca dinâmica então optei pelo blogue que parece-me mais dinâmico. Posto isto, foi dado a conhecer o tema a professora e o respetivo link da ferramenta onde ia colocar o respetivo trabalho.

O segundo passo foi recolha de bibliografia: Encontrar bibliografia para este tema foi um pouco complicado, sobre REA existe muito, mas sobre REA no Ensino Online foi um pouco difícil, estive vários dias a rondar quase todas as bibliotecas da cidade do Mindelo para tentar encontrar algo sobre o tema.

O terceiro passo foi a estrutura do trabalho: este escontra estruturado da seguinte maneira
  •  Resumo do artigo
  • Introdução
  • Recursos Educacionais Abertos: princípios e desafios
  • Ensino Online e suas potencialidades
  • Desafios dos REAs no Ensino Online
  • Potencialidades dos REAs no Ensino Online
  • Conclusão
  • Bibliografia

Depois disto começa a criação e desenvolvimento do artigo.

Dificuldades Encontradas
Foi tentar colocar o texto em forma artigo e encontrar bibliografias para o tema escolhido e depois a pressão e o desanimo causado pelo surto de uma virose de gripe que tomou conta a cidade e eu não fiquei de fora. Não parece um gripe normal trata-se algo que derruba. Tentei finalizar o trabalho, mesmo com a gripe mas complicou-se ainda mais, senti muito mal, que durante dias não podia ver um computador a minha frente que já começa a sentir aquele mal-estar.

Reflexões
Os ganhos e as motivações para o envolvimento com a educação aberta variam dependendo da perspetiva ou do cenário de aplicação
A tendência é recorrer a formas de ensino informais, onde cada indivíduo toma parte no processo de construção do conhecimento, num espaço global aberto a todos. O que nos fará crescer enquanto seres sociais será assumir que o conhecimento é de todos e ele deve ser partilhado, combatendo o egoísmo latente. A paixão de ensinar é a paixão de aprender e vice-versa, daí advém a constante partilha de experiências e saberes fazendo destes momentos de aprendizagem uma cura para a alma Os egípcios definiam as bibliotecas como tesouros dos remédios da alma, hoje em dia esses tesouros atravessam as bibliotecas e recomeçam na Web, em redes digitais. Este trabalho foi gratificando, e uma abertura de caminhos para novos horizontes, espero que sirva de inspiração para outros estudantes bem como outros atores educativos uma vez que o artigo esta licenciado em Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Partilha nos termos da mesma licença 4.0 Internacional License.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Letters to Michael Wesch -

Este post trata-se dos comentários de 4 videos de Michael Wesch que tratam questoes muito pertinentes relacionadas a educação e tecnologias. Trabalho este recomendado pelo professor da UC Educacao e Sociedade em REDE (MPEL), Antonio Teixeira.
Em grupos, fomos incentivados a refletir sobre tais questões e, por fim, deveríamos elaborar comentários a serem enviados ao próprio professor Wesch. Abaixo, seguem os vídeos e os respectivos comentários do grupo Sigma, constituído por Bruna NorguiraElizabeth Batista e eu (Ivanilda Ramos) que gostaríamos de fazer ao professor.


Vídeo 01 - Students Help Students




Dear professor Wesch,
The video "Students helping Students" has led us to reflect on the social function of education and the mobilizing power of networks.  We believe that actions like this should be encouraged, contributing to the recovery of the social function of education.
Using the network for interaction and dissemination of information exponentially enhances the number of people involved and has much faster and bigger effects. Unlike what many people say on the solitary nature of self-formation stimulated by current technological resources, this experience shows that collaborative networks have great potential and can still mobilize more people for community actions of mutual aid,  strengthening a sense of belonging to a group and the interaction with others that are somehow connected (most of these people have never met each other personally).
While watching this video, we got curious about some aspects,  such as the sustainability of the effects of these actions on human and social education of the students involved in the project. Does the collective and colaborative behavior observed on project execution continue to reverberate in the individual behavior of each young participant? Are these behaviors expanding to other life areas of the participants?
Finally, we would like to congratulate all the people involved in the project for the beautiful and inspiring work. 
Bruna Nogueira, Elizabeth Batista and Ivanilda Ramos

Vídeo 02 - A Vision of Students Today
Dear professor Wesch,
After watching the video "A Vision of Students Today" we decided to write you our comments. We are a group of students from Universidade Aberta (UAB), Portugal. As our master program is named "pedadogy of the elearning", we study the existing connections between education and technology and the video mentioned above shows some ideas that we consider highly important to be discussed nowadays.
Schools all over the world insist on an education that is no longer effective to the 21st century student. The traditional way of teaching and learning may have been appropriate in the past, but the kids of today are born in a completely different scenario and they come to school with such a different background and such different needs when compared to kids from the past. 
The video shows how far schools are getting from what students expect, from their reality, things they are interested in and the way they do things, what includes the way they learn whatever is new. This generation is multitask, interactive, criative, connected, informed. They care about big things such as their future and social problems. Being locked up in a room where they cannot freely interact with the ones besides them nor the world outside is not only boring, but also pointless. The commonly adopted educational ways are tremendously late in understanding their 21st century students and so they are strongly failing in their mission of teaching.
Knowing all that, we still stuck with one question: so why do we insist in doing things the old way?
Well.. this is a kind of question that, in our opinion, is even more important than its answer. Despite all explanation that could be given to this sad reality we are watching at our obsolete schools around the globe, the key for the needed change is probably in the question itself. If we could ask that more often and make teachers, directors of schools, politicians, researchers, parents, kids and everybody else think and talk about it more and more, we could definitely find new ways to make huge improvements in education and so in the world as a whole. 
Said all that, professor, we would like to end up by thanking you for the beautiful work you do and for the opportunity you give us not only of thinking and talking about needed changes in education, but also for the opportunity of having hope in the world still.
Best regards,
Bruna Nogueira, Elizabeth Batista and Ivanilda Ramos


Vídeo 03 - The Machine is (Changing) Us




Dear professor Wesch,

The vídeo 'The Machine is (Changing) us, YouTube Culture and the Politcs of Authenticity' is a record of a speech of your, from 2009, at the 'Personal Democracy Forum'. Here goes a brief summary of what we understood of the speech: 
Currently, there are two trends: on the one hand, the self-affirmation at the expense of civic participation; on the other hand, the fragmentation of individual interests and beliefs. Wesch looks at the analysis of personal relationships in a way that is somehow philosophical, we may say.

He begins by stressing some parallels between '1984' by George Orwell and 'Brave New World' by Aldous Huxley. He also mentions the book by Neil Postman 'Amusing Ourselves to Death' where the media are not seen as mere means of communication. Marschall McLuhan is quoted with 'We shape our tools, and thereafter our tools shape us'.Wesch also speaks briefly about the impact of some of the features of television as a 'mass media'. 

What leads to an extraordinary adherence to projects like 'American Idol'? Sociologists study the feeling of loneliness and anonymity of people in cities and suburbs, but also in the workplace. It seem, also to be there a lack of connection between people and so it emerges the feeling of being insignificant when not recognized by the others. 

Wesch states that the new media supports the search of ourselves, but also changes the way we do that and, at the same time, changes notions such as authenticity. To whom are we talking when we present ourselves in YouTube or other services like blogs, micro-blogging or social networks? But it seems to be important not how the other sees me but how I will see me in an other moment in Internet. McLuhn called it 're-cognition and new forms of self-awareness'. Wesch observes that people in Internet tend to express a deep self-reflection. 

Wesch continues with the argument that new media make possible a connection without constraints, allowing connections of different ways, building brigdes, communities, creating new forms of self-knowledge. 

Based on all the ideas presented above, we came up with some thoughts that we would like to share with you. 

An example of social change that we are suffering because of the influence of social networks and the Internet is in the language. The Internet communication induced people to simplify writing in order to be more efficient. Abbreviations and symbols are frequently used in informal communication between people. Will future generations know how to write properly or they will be more familiar with the web-language and will not be able to learn the formal spelling. Concerning the language, English is the international Internet idiom. Is the machine promoting the superposition of one culture upon the others? Are we heading to drastic changes on our cultural identities and references that can lead the their extinction? 

About the idea that the internet can sometimes allow us to connect more deeply than ever before, we asked ourselves why the internet makes people feel closer to one another. When we are dealing with a webcam, it seems easy to say everything that comes to mind, including having some kind of intimacy that in real life would be almost impossible. Can this be seen as an approximation with an unknown crowd, intense and even genuine? The one before the Webcam is the real one, does he identify himself with others in the crowd? Admires the other person's courage to expose themselves? Is this another way the machine is changing us? 

If we understood you well, in your opinion, we should have hope for a future in which the individual is not disinterested of public discussion and civic participation and is able to say "Yes, I care, I care about". That's a very positive and exciting way of looking ahead. Thanks!
Your sincerely,
Bruna Nogueira, Elizabeth Batista and Ivanilda Ramos

Vídeo 04 - The Machine is Us/ing Us

Dear professor Wesch,
The video "The Machine is Us/ing Us" shows us the evolution of the Web since the beginning of the html to the present situation, in which we are considered the machine: by clicking on a link to interact on the Internet, we become part of the process. Since the beginning, the use of technology promotes changes in the human's constitution, influencing their behavior, their culture, their social relations and subjectivity. This video aims to make some reflection on how technological innovations change the lifestyle of the post-modern man and the effects it has on what we understand by "human" itself.
The hypertext is not only the creation of a link between texts; the internet is not just a set of connections between texts: the internet connects people, leads them to make business, communicate and interact with others. Therefore, we have to rethink the copyright, ethics and aesthetics, governance, family, love, identity (who we are?).
This video reveals the advantages of digital text when opposed to paper text. While the paper text is linear, digital texts are flexible, offering the opportunity to create hyperlinks with an unlimited ability to scan information and promote knowledge. Web 2.0, favoring a spread of telematic networks, provides means of research as well as the creation of information, supporting autonomy and the possibility of participation and sharing at a planetary level. Covering an open field of issues in all fields of culture, social and education, making it viable through wikis, blogs, interaction and sharing in which everyone can increase specific and enriching knowledge, from mere users the dynamic producers, an interactive creativity. 
In a world of digital networks, it's easy to access information, build new contents and share them with the world. With that in mind, it's possible to understand the urgent need of socializing the importance of intellectual property rights, identity, privacy, in the areas of personal and social life. Web 2.0 comes releasing an unprecedented reality of interaction and communication in which almost everyone can participate without requiring great knowledge.
Therefore, we need to reflect on how technology has changed the way people interact with others. Internet provides new knowledge, much convenience and entertainment, but will it eventually increase the distance of people from the real world? To avoid that, we believe it’s very important that people know how to use it consciously.
Best regards,
Bruna Nogueira, Elizabeth Batista and Ivanilda Ramos
Grupo Sigma


Recensão Crítica
por Bruna Mazzer

Não é incomum encontrarmos ainda hoje pessoas resistentes às tecnologias. Tais pessoas costumam interpretar a influência da internet, dos computadores, dispositivos móveis, redes, etc como sendo negativas e responsáveis por males diversos à sociedade. Dentre suas críticas está, muitas vezes, a questão das perdas nas relações interpessoais: pessoas interagem mais com telas do que com outras pessoas. Alguns acusam as tecnologias de promoverem uma intensificação do sentimento de egoísmo, individualismo, que seria nocivo ao desenvolvimento das sociedades.
Ainda que essas e outras críticas possam ser muito bem defendidas e argumentadas por aqueles reticentes ou contrários às tecnologias, encontramos evidências de um outro lado da mesma moeda, indicando que as tecnologias, e principalmente a rede, podem ser extremamente benéficas à sociedade. Um dos vídeos propostos nessa atividade (vídeo 1 - Student Helping Students) é uma prova de como a solidariedade, a colaboração e a cooperação estão presentes entre os alunos da Universidade de Kansas. Os alunos da universidade organizaram-se a fim de ajudar outros alunos que precisam de apoio financeiro para continuar seus estudos. Porém, as noções de solidariedade ultrapassam a questão financeira e são notadas em diversas situações, como quando ajudaram um colega a estacionar o carro ou a atravessar a rua. A elaboração do vídeo disponibilizado no Youtube e do site com informações sobre o projeto e links para doações foram fundamentais para que a ideia se tornasse mais conhecida, difundida, bem sucedida e, por que não, para que servisse de inspiração a outras pessoas e instituições.
Outro vídeo (vídeo 4 - The Machine is Us/ing Us) também nos remete à questão da solidariedade e colaboração. A utilização das TICs favorece construções de conhecimentos de forma coletiva e interativa e sua não-linearidade está de acordo com a forma pela qual pensamos e agimos hoje. Dessa forma, é possível ver as tecnologias como promotoras e intensificadoras das relações interpessoais e, nesse sentido, o fenômeno da Web 2.0 foi crucial. Essas novas possibilidades de interação, em associação à rapidez com que as informações circulam pelas redes, têm ocasionado profundas mudanças no homem pós moderno e na sociedade na qual ele está inserido. Tais mudanças, porém, são comumente desconsideradas pelas escolas e outras instituições de ensino, tornando-as desinteressantes para seus alunos e constituindo um grave problema atual. O vídeo 2 (A vision of Students Today) explicita bem esta situação.
Michael Wesh, professor associado de antropologia cultural na universidade de Kansas, é famoso por seus métodos e técnicas de ensino inovadores.Em sua apresentação (vídeo 3 - The Machine is (Changing) Us) no Personal Democracy Forum de 2009, no Lincoln Center, ele aborda algumas dessas questões que entrelaçam a realidade tecnológica de hoje, redes sociais, a vida em sociedade, formação da identidade, mudanças culturais, entre outros. Sobre o fato de muitas vezes nos relacionarmos mais com máquinas do que com pessoas propriamente ditas, Wesh mostrou alguns vídeos no estilo "vlog", nos quais pessoas gravam a si mesmas e depois compartilham os vídeos na internet para que outros assistam e comentem. As pessoas gravam a si mesmas como se estivessem dialogando com alguém real, quando, na verdade, estão dialogando com uma máquina. As interações com as outras pessoas que comentarão seu vídeo serão posteriores. Ainda que o diálogo com a máquina intencione a comunicação com outras pessoas reais, talvez fosse pertinente começarmos a analisar a presença constante das máquinas em nossas vidas como responsável por uma mudança de significado e interpretação das mesmas. Não estaríamos vivenciado um período histórico de "personificação" das máquinas? Conversamos intimamente com câmeras, dormimos com nossos aparelhos celulares, desenvolvemos comportamentos afetivos com equipamentos. Temos, por vezes, a tecnologia como parte do nosso próprio corpo, parte de nós. Quantas pessoas vivem com uma perna mecânica ou com um marcapasso, por exemplo?
E não é só isso. As máquinas tantas vezes também comportam-se de forma "humana" ao relacionarem-se conosco. Exemplo disso é o que chamamos de "inteligência artificial". Podemos pensar também em exemplos banais do nosso dia-a-dia, como quando o aplicativo GPS nos diz qual o melhor caminho a se seguir, ou quando damos um comando de voz para o aparelho celular e ele reage atendendo ao nosso pedido ou, ainda, quando estamos lendo um texto e a máquina faz a rolagem automática da tela. Estariam máquinas e homens fundindo-se em algum nível? 
Na verdade, são muitas as reflexões que os vídeos podem nos proporcionar. Caberia aqui uma análise quase infinita, mas, particularmente, interessa-me voltar o olhar para as questões educacionais. É preciso pensar em como todas essas mudanças na sociedade, no homem, na forma de agir, pensar e construir conhecimento nos leva à necessidade de se reformular a forma pela qual a educação vem sendo praticada. É notável que há muito trabalho a ser feito e que já estamos atrasados nessa tarefa.

Resposta e Complementação
por Elizabeth Batista

Oi Bruna,
Sua síntese sobre os vídeos foi muito feliz ao abordar os principais pontos de reflexão trazidos para debate do grupo.
O conteúdo dos vídeos demonstra como a sociedade em rede tem transformado de forma substancial as práticas educativas, permitindo, por meio das diversas mídias disponíveis, aumentar a interatividade, partilha e construção colaborativa entre as pessoas.
Como ressaltado por você, há de se reformular as práticas educativas, de modo a acompanhar todas estas transformações. O vídeo “A vision of students today” mostra claramente as dificuldades enfrentadas pelas instituições educacionais que não se apropriaram das novas tecnologias e não as integraram às atividades educativas. Em muitos contextos escolares ainda se proíbe o uso de celulares e outros aparelhos que possam “distrair” os estudantes durante as aulas, considerando a tecnologia um “inimigo” do processo de aprendizagem. No entanto, já vislumbramos experiências bem sucedidas de escolas que trazem para dentro de sala os recursos tecnológicos e que já se apropriaram das benfeitorias que a interatividade via rede podem oferecer.
Vivemos um momento de transição, em que temos ainda como professores pessoas que não são “nativos digitais” e que foram submetidas a uma formação tradicional, onde o professor era a fonte única do conhecimento formal. De certo, este conflito é esperado, quando temos jovens nas escolas, “nativos digitais”, em perfeita harmonia com a tecnologia e seu “modus operandi”. A construção coletiva e o acesso imediato a várias fontes de conhecimento, via hiperlinks, que permitem ao estudante a leitura dinâmica e não linear de assuntos diversos, passa a concorrer com a visão tradicional de educação. O vídeo “The Machine is us/ing us” explora exatamente esta a dinâmica dos hiperlinks e das possibilidades de construção colaborativa por meio do uso dos recursos da rede.
Na palestra do professor Mike Wesch (vídeo “The machine is (changing) us”) ele fala de uma questão muito interessante que éthe media are not just tools. Ele ressalta a função de mediação de nossas conversas exercida pelas mídias. Elas não seriam apenas ferramentas, mas sim meio que permite a interação entre pessoas independente de suas localizações geográficas. Compreender esta questão posta pelo professor Wesch, ajuda a desmistificar a interação via rede, possibilitando a superação da premissa que a rede tende a nos tornar mais egoístas e menos sociáveis.  No âmbito educacional, este entendimento possibilitará aos professores uma prática de ensino que motive, mobilize e gere interesse nos alunos para um aprendizado efetivo.
Por fim, um último aspecto a ser debatido é a “função social da educação”. O vídeo “Students helping students”, que mostra uma experiência na universidade do Kansas, exemplifica como as redes podem potencializar os efeitos destas ações. Ao contrário do que muitos ainda argumentam, sobre o caráter solitário da auto-formação potencializada pelas redes, esta experiência mostra que as redes podem mobilizar ainda mais pessoas para ações comunitárias e ajuda mútua.
Como Bruna afirma em sua síntese, há muito a ser feito, principalmente no que tange a capacitação de profissionais de educação para esta nova realidade, mas já temos experiências inspiradoras e que servem de exemplo para todos nós educadores.  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Pesquisa e seleção de 2 REA disponíveis online - UC Materiais e Recursos para Elearning

Seleção e utilização dos recursos Educacionais abertos

Olá colegas,

Após varias pesquisas e analises divido aqui convosco as minhas escolas. Espero que gostem, foi uma seleção cautelosa.

A minha primeiro escolha esta no repositório Edukatu e pode ser a cessado através do seguinte link:

Trata-se de um texto de apoio para uma aula sobre PERCURSO COMER, DIVIDIR E BRINCAR Alimentação Boa Pra Você

Além de reunir informações e materiais de referência sobre o tema, o Edukatu convida os participantes a realizar atividades por meio de circuitos de aprendizagem. Essa navegação guiada é uma experiência inovadora.

Critérios que levaram a escolha do REA
  1. Material escolhido esta licenciado no creative commons, e esta num site de referencia do Brasil que oferece informações nas mais diversas áreas sobre o consumo;
  2. Texto de fácil entendimento direcionada as mais diversas faixas estarias e permite solucionar desafios de pesquisa e estudo;
  3. Um texto muito prático que pode ser aptado a nossa vida real, ver se estamos a fazer uma boa alimentação e ainda podemos fazer comentários e debater com outros internautas;
  4.  Compartilhamento nossas produções e/ou criações sobre o tema;
  5. A promoção de ações práticas de intervenção nas comunidades escolares envolvidas.
  6. Apresentação de diversos exemplos que ajuda a melhorar e enriquecer a nossa dieta alimentar com poucos recursos.


Adaptações feitas
‘’Comer, dividir e brincar, alimentação boa para você’’, podia ser transformado num jogo interativo onde cada um vai escolher as suas refeições, depois ver se você consegui fazer uma boa alimentação ao não, quias foram as boas e as mas escolhas, tentar quantos vezes for preciso até conseguir fazer uma boa alimentação.
Vivendo numa sociedade dita inclusiva, temos que pensar nas pessoas com necessidade educativas especais, então logo seria necessário aptar esta atividade as pessoas com deficiência.

Sugestão de proposta de atividade utilizando este material.

Atividade individual
Cada aluno devera fazer um cardápio semanal onde apresenta todos os tipos de alimentos consumidos durante a semana.

Em Grupo
Depois em grupo os alunos vão tentar identificar os alimentos ingeridos com mais frequência, ver as suas funções, e a que grupo pertence, tendo em conta a pirâmide alimentar. Com a ajuda de todos vão ter construir um cenário de uma refeição equilibrada, saudável e consciente e ajudar cada elemento a melhorar o seu cardápio.
Sendo assim cada participante se tornará um disseminador do que aprendeu, ampliando de forma colaborativa o alcance dos debates e intervindo diretamente no dia-a-dia e nas práticas cotidianas daqueles que o cercam.

Segundo REA escolhido

O segundo REA encontra-se no domínio publico e pode ser acessado através do seguinte link:

Categoria: Educação

Titulo: A educação e os Educadores do Futuro

Autor: Eduardo Benzatti

Trata-se de um texto de reflexão tendo por base uma pergunta orientadora:
‘’Qual a Educação que queremos para o futuro?’’

Critérios que levaram a escolha do REA
  1.  Trata-se de um texto muito pertinente tendo em conta a conjuntura atual e rumos que a    educação a esta a dar e eu enquanto técnica de educação não poderia deixar de ler e analisar;
  2.   Encontra-se no portal permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de  conhecimentos e constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal;
  3.  Trata-se de um documento direcionado as mais diversas áreas, a educação é o alicerço social, e  todos tem que pensar e repensar este assunto ou seja o público-alvo é diversificado;
  4.   Possibilidade de análise e produção de textos pelos diversos atores sociais;
  5.   Reflexão do nosso papel enquanto educadores e mudanças de atitudes. 

Adaptações feitas

Disponibilizar espaço para comentários e debate sobre o tema;
Sugerir ideias e sugestões dos atores sociais com posições claras para mudanças de atitudes;
Apresentação dos pontos fortes e pontos fracos e sugestões de melhoria;
Criar critérios que permitisse a avaliação dos sistemas educativos.

Sugestão de proposta de atividade utilizando este material.

Atividade de Grupo (espaço de debate)

Abrir um espaço de debate para os diversos atores sociais onde colocaria uma pergunta de partida abrangente e pertinente e todos iam debater e colocar as suas reflexões a volta desta pergunta. Seria uma recolha de subsídios. A parir dai colocar as principais ideias, sugestões e reflexões rumo a educação do futuro num projeto educacional e tentar implementar.  



Esta obra está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-Uso Não-Comercial 4.0 Internacional

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Virtualização Das Relações Socais . Atividade 4 Da UC Educação e Sociedade em Rede

Com o surgimento da sociedade em rede e das relações sociais virtuais através da internet, surge a possibilidade de o individuo, por um lado, se apresentar aos outros como é verdadeiramente, despido de preconceitos, sem ter de se preocupar em ocultar o seu lado mais obscuro porque, como não é reconhecido, não terá de sofrer as consequências inerentes a essa obscuridade, por outro lado, o individuo tem a possibilidade de viver uma vida virtual, ilusória, que não tem possibilidade de viver fora da rede, pode ser alguém que ambiciona ser e não o é na realidade.

Isto porque cada um de nós, quando socializa presencialmente, faz uso de personas diferentes, conforme o contexto social onde está inserido. Em função de cada contexto social diferente, diferente é o papel social que representa. Essa caraterística do Ser Humano também se verifica na internet, está espelhada na rede quando verificamos que utilizamos sítios diferentes da rede em função do papel que aí queremos representar.

As redes interativas de computadores estão crescendo exponencialmente, criando novas formas e canais de comunicação, moldando a vida e, ao mesmo tempo, sendo moldadas por ela (Castells, 1999).

Quando se fala de autenticidade na rede (de computadores) deveremos começar por analisar de que tipo de autenticidade e de que tipo de transparência falamos. Autenticidade e transparência das pessoas e das suas identidades? Ou autenticidade e transparência do fluxo de informação crescente que circula na Internet? Provavelmente as duas abordagens estarão associadas, uma vez que a informação é produzida por pessoas e a sua autenticidade depende da idoneidade de quem a produz e difunde.

Será que o ser humano se comporta de forma diferente quando interage através da Internet ou será que transporta para as relações virtuais o tipo de comportamento adotado no dia-a-dia do mundo real?
Tomando como exemplo as redes sociais, a blogosfera e os mundos virtuais, nem sempre a identidade visível é a identidade autêntica. É frequente o anonimato, a falsificação da idade, o uso de pseudónimo,  a troca de nome ou até mesmo a troca de género. São conhecidos inúmeros casos de fraude de identidade, quase sempre propositada e com objetivos diversos.

A revolução tecnológica, segundo Baudrillard (1981), está a fazer evoluir a nossa sociedade para uma vivência no “ecrã”, local onde tudo é possível e pode acontecer e onde não há distância nem espaço físico. “O Real já não é o que era” (Baudrillard, 1981, p. 14) 

O mundo real e o virtual completam-se e ambos fazem parte da nossa vida, o que nos obriga a questionar como devemos sobreviver nestes dois mundos. Os nossos comportamentos e atitudes devem-se adaptar às especificidades de cada espaço. 


A virtualização das nossas relações sociais coloca também em questão o que é público e que é privado. O que nos obriga a ter uma maior consistência sobre as implicações nas nossas partilhas nas redes sociais e consequências que estas podem ter. É que agora as nossas participações vão mais além do que o nosso espaço físico, amplificam-se e podem ser retransmitidas noutros contextos e ganhem uma outra dimensão. 

“As potências do sujeito pós-moderno multiplicam-se diante da possibilidade de, a partir de seu núcleo irrepresentável, tornar-se ator expondo à sua escolha algumas de suas qualidades nesta ou naquela comunidade virtual” (LÉVY, 1998). O indivíduo nas redes apresenta a possibilidade de representar- se.


Referencias Bibliográficas
Baudrillard, J. (1981) Simulacros e Simulação. Lisboa: Relógio d’Água. 
CASTELLS, M. (1999). A Sociedade em Rede. A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, Vol. I, 8 ed. São Paulo: Paz e Terra.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade.9. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.
Lévy, P. (1999). Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo - Brasil. Editora 34. 
LÉVY, Pierre. A Inteligência Coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo:Edições Loyola, 1998.